sexta-feira, 23 de setembro de 2016

A motivação pela docência: narrativas autobiográficas de professores de biologia em formação inicial.


No dia 23/09/16 foi realizado na sala 3114, o seminário com a aluna Camile Barbosa Moares (PPGEC/UESC), com o título: A motivação pela docência: narrativas autobiográficas de professores de biologia em formação inicial.
A aluna apresentou o andamento de sua pesquisa, após a realização de exame de qualificação. Este seminário representa a integração dos alunos do PPGEC com o SAEC.

 Resumo:
No contexto educacional, a motivação destaca-se com uma das temáticas que tem sido amplamente investigada por pesquisadores, no âmbito nacional e internacional. A presente pesquisa pretendeu investigar o perfil motivacional de estudantes de um curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, de uma universidade estadual baiana, pela docência na educação básica. Nesse sentido, buscamos evidenciar o papel da formação inicial nesse processo e a importância das histórias de vida na identificação dos aspectos motivacionais destes futuros professores. Para tanto, adotamos como referencial teórico os pressupostos da Teoria da Autodeterminação, proposta por Deci e Ryan (1985).

  Os instrumentos de obtenção de informação foram: entrevista narrativa autobiográfica individual, questionário e entrevista por grupo focal. O instrumento de análise das informações fundamentou-se no Método de Análise Interpretativa. A partir dos resultados obtidos e analisados, até o momento, verificamos que a motivação dos licenciandos pela escolha e permanência na carreira docente ocorre por fatores distintos, dentre os quais se destacam a influência de familiares e professores da educação básica e superior. Além disso, constatamos que as experiências formativas ao longo da graduação, tais como a participação como bolsista de iniciação à docência do PIBID, bolsista do Caminhão com Ciência ou monitor do Programa Universidade Para Todos, têm influenciado, de forma significativa, a permanência dos licenciandos no curso.

No que tange às expectativas profissionais pela docência, percebemos que todos os licenciandos pretendem ingressar em Mestrados Acadêmicos e, apesar de frequentarem um curso de Licenciatura, boa parte não pretende atuar como professor de Biologia na Educação Básica. Assim, esperamos que os resultados deste estudo possam subsidiar discussões futuras a respeito das trajetórias de vida (pessoal e profissional) de professores em formação inicial e sobre a relação destas com a motivação pela docência.


sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Ensino de Física com Dispositivos Mecatrônicos: Potencializando ações Investigativas para a promoção da Alfabetização Científica

 No dia 16/09/16, no Auditório do Pavilhão Max de Menezes, o prof. Msc. Alberto de Castro Baptista (Acesso ao Currículo Lattes, aqui), do Colégio Modelo Luís Carlos Magalhães -  Ilhéus e ex=aluno do PPGEC apresentou o trabalho realizado durante seu mestrado, integrando as ações do SAEC e PPGEC. O professor é atuante na Educação básica e trouxe suas experiências como pesquisador e docente.
 Resumo:
Observa-se que muitos alunos do Ensino Médio têm dificuldade de relacionar os conteúdos de Física a situações cotidianas e também de perceber a sua importância para resolver problemas reais. Neste sentido, há esforços em superar as concepções de um ensino de Física voltado para o acúmulo de informações e descontextualizado.
 Nesta perspectiva, o presente estudo apresenta considerações sobre intervenções pedagógicas com alunos do primeiro ano do Ensino Médio/Técnico. Nas intervenções, foram utilizados protótipos mecatrônicos para realizar práticas experimentais investigativas, destacando um problema social: os acidentes no trânsito. Diante da situação problema apresentada, os alunos reunidos em equipe, participaram de ações investigativas como: coleta de informações, discussão de soluções, elaboração e teste de hipóteses, produção textual e apreensão de conhecimentos científicos.
 Nesse contexto, são consideradas as bases teóricas fundamentais para tratar de atividades experimentais que sustentam um Ensino de Física que visa a Alfabetização Científica, como os Eixos Estruturantes da Alfabetização Científica e as etapas para atividades experimentais investigativas.
 Para tratar os dados proeminentes da execução das atividades como vídeos, imagens, diários de bordo e relatórios, consideramos imprescindível um olhar através de indicadores da Alfabetização Científica, pois é por meio deles que é possível identificar habilidades inerentes ao processo de Alfabetização Científica.



  Espera-se que os resultados deste trabalho proporcionem reflexões críticas sobre práticas metodológicas pautadas na utilização da mecatrônica, ressaltando a importância de um Ensino de Ciências contextualizado, que dê significado aos seus conteúdos, que estimule e desenvolva o espírito científico do discente e do docente.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

O ensino de ciências e as tecnologias digitais: competências para a mediação pedagógica.

 No dia 09/09/16 -foi realizada no Auditório do Pav. Max de Menezes, palestra com o professor  André Corrêa (DCB/UESC)

A palestra envolveu o trabalho com tecnologias digitais realizadas pelo professor. Acesse aqui o currículo Lattes do mesmo e leia abaixo o resumo da palestra: 
 Não há como negar, na sociedade atual, a influência das tecnologias da informação e comunicação (TIC) e do uso da internet para as mais diversas atividades do cotidiano, bem como para a aquisição de informações. Entretanto, considerando as transformações geracionais, pode-se dizer que há dez anos vem ocorrendo, de maneira lenta e gradativa, a inserção da informática no contexto escolar.
 Esta perspectiva implica na reflexão de que podem estar contados os dias em que os professores entrarão em sala de aula e que suas principais fontes de transmissão serão suas palavras e o quadro negro, diante de uma turma concentrada e em silêncio. Sendo assim, decidiu-se investigar quais competências de mediação pedagógica esses futuros professores de ciências e biologia precisam desenvolver, de modo a integrar as TIC em suas práticas educativas de maneira eficiente, a fim de não subutilizar os recursos tecnológicos.
 E nesta abordagem de ensino de ciências auxiliado por recursos tecnológicos, acredita-se que o modelo de mediação pedagógica para o uso das tecnologias digitais seja o mais indicado para o processo eficiente de construção do conhecimento, por alterar o centro do processo de aprendizagem, anteriormente focado no professor, para um modelo que visa proporcionar ao aluno sua própria construção do conhecimento



  

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Artefatos Culturais e Ciência na Primeira Infância.


 No dia 29 de julho de 2016, o professor Dr. Luis Paulo de Carvalho Piassi da EACH USP, apresentou seu Projeto JOANINHA, sobre artefatos Culturais e Ciência na Primeira Infância. 
 O docente abordou  alguns fundamentos teóricos e dimensões práticas da Educação e Comunicação da Ciência para a Primeira Infância (0 a 6 anos), a partir da incorporação de recursos artísticos e midiáticos voltados a esse público, tais como livros e filmes infantis, brinquedos, jogos, etc. 
 Dando destaque para o aspecto sociocultural da ciência e sua conexão com temas sociais como relações de gênero, direitos animais, ética, entre outros.
 Dando destaque para o aspecto sociocultural da ciência e sua conexão com temas sociais como relações de gênero, direitos animais, ética, entre outros.
Ainda apresentou  alguns resultados práticos encaminhados pela iniciativa JOANINHA, vinculada ao projeto BANCA DA CIÊNCIA.

Clique aqui para ver o currículo Lattes do docente. 

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Team & Project-based approach: Ensinar Física sem exames e sem aulas expositivas. Palestrante: Profa. Dra. Ana Rita Mota – FCUP - Portugal

Na data de 22 de julho de 2016 (sexta-feira) aconteceu o evento SAEC com o palestrante internacional Profa. Dra. Ana Rita Mota – FCUP - Portugal  em que pode elucidar a forma de ensinar física sem exames e sem aulas expositivas maximizando a compreensão de uma didática contemporânea.

Local e horário: Auditório do Pav. Max de Menezes, às 14h. 

 Resumo:Um dos maiores desafios para um professor é conseguir que os alunos estejam mentalmente ativos durante as suas aulas. Estudos internacionais revelam que este processo é facilitado quando o professor proporciona tarefas alternadas e sistemáticas, em ambiente colaborativo.
 Na metodologia Team & Project-based Approach (T&PBA), desenvolvida e implementada por Eric Mazur na Universidade de Harvard, o ambiente de aprendizagem consiste em seis atividades diversificadas  (atividades de estimativa, tutoriais, problemas conceptuais, atividades experimentais...), totalmente colaborativas (PeerInstruction) e segundo o modelo de aulas invertidas (FlippedClassrooms). Neste ambiente há breves momentos de discussão por parte do professor e não existe exame final, apesar dos alunos serem continuamente avaliados e receberem feedback constante. 

 Esta metodologia tem vindo a ganhar expressão em todo o mundo, tendo sido já adotada em vários países, em Universidades de referência, e em diferentes áreas.Nesta palestra, vai ser apresentado e discutido o modeloT&PBA, bem como as tecnologias educativas que facilitam a sua implementação: Learning Catalytics e Perusall.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Compreensão Leitora nas aulas de Ciências

Em 15 de Julho de 2016, foi realizada no Auditório do Pav. Max de Menezes a palestra sobre compreensão leitora nas aulas de Ciências. A palestra foi Proferida pela Dra. Luciana Sedano, do Deparamento de Ciências da Educação da UESC. Acesse aqui o currículo Lattes da docente.

A formação de leitores autônomos e competentes é uma meta presente em diferentes sistemas educacionais e almejada nas diversas disciplinas escolares. Nos primeiros anos do Ensino Fundamental, a formalização do processo de leitura se dá junto com a construção de outros conceitos presentes nas áreas de conhecimento. Neste trabalho apresentamos alguns indícios da compreensão leitora em aulas de Ciências. A partir da aplicação de uma sequência de ensino investigativa (SEI), os alunos são convidados a ler os textos apresentados grifando o que consideram serem as idéias principais. Após cada leitura, há uma discussão coletiva, na qual os alunos podem relatar seus destaques e explicar o porquê de cada um deles. Nosso problema de pesquisa parte das leituras que os alunos realizam enquanto trabalham com a SEI. Temos a hipótese de que a estrutura de ensino da referida sequência, aliada à prática em sala de aula de leitura, grifos das ideias principais e discussão sobre a leitura realizada favorecem, por parte do aluno, a construção de relações entre as ideias estudadas texto e aplicadas nas discussões em sala. Acreditamos também que tal relação beneficia a edificação da compreensão leitora. Os dados foram coletados no quarto ano do Ensino Fundamental de nove anos de uma escola pública da cidade de São Paulo. A metodologia desta pesquisa apresenta um enfoque qualitativo e para a análise nos basearemos, dentre outras coisas, na singularidade dos dados, tanto ao investigar os grifos realizados pelos alunos nos textos quanto ao buscar indícios da compreensão leitora na discussão realizada em sala de aula. Os resultados apontam para a valorização do trabalho com leitura nas aulas de Ciências, salientando a capacidade dos alunos de localizar e destacar as ideias principais de textos de divulgação científica. Tais resultados também apresentam e analisam os indícios da compreensão leitora. 



sexta-feira, 17 de junho de 2016

Percepção e aprendizagem em exposições de ciências: um olhar para visitantes do “Programa Ciência Itinerante”

No dia 17 de junho de 2016, ocorreu a palestra sobre Percepção e Aprendizagem em exposições em Ciências com o Prof.ª MSc. Joaquim Souza Junior , do IF Baiano – Campus Uruçuca

A palestra tratou de apresentar a pesquisa do docente envolvendo exposições interativas em Ciências. Segue o resumo da mesma:

Compreender o processo de aprendizagem em exposições interativas de Ciência é um dos principais desafios da área de divulgação científica. Para tratar desse tema foi realizada uma análise das percepções e de aspectos da aprendizagem presente em conversas de visitantes de uma exposição interativa de Ciência. Como suporte teórico utilizou-se a perspectiva sociocultural de Vigotski, especificamente a parte que trata das relações sociais entre o indivíduo e o mundo exterior, explorando a percepção e a relação entre aprendizado e desenvolvimento. A ferramenta de análise dos dados foi desenvolvida a partir da proposta metodológica “Análise Textual Discursiva”, utilizando como categorias a priori o sistema de codificação proposto por Allen (2002), denominado conversas de aprendizagem.


O currículo lattes do autor pode ser acessado aqui.