
Foi interessante observar a evolução do aluno e debater entre os colegas questões levantadas no decorrer de sua trajetória como pesquisador em Ensino de Ciências.

Resumo:
A necessidade de atualização dos currículos de Física da Educação Básica no Brasil (Ensino Médio - EM), é sentida pela comunidade de pesquisadores e de professores ao longo de mais de duas décadas.Tanto por uma vontade de renovar os conteúdos dos saberes escolares, quanto para atender uma demanda que recai sobre as implicações que os conhecimentos científicos de fronteira exercem nos contextos sociais, políticos, econômicos, tecnológicos e ambientais, quando aplicados pelo homem moderno. Por sua vez, um dos caminhos para atualizar os conteúdos escolares que está sendo amplamente explorado no ensino de Física, perpassa pela inserção da Física Moderna e Contemporânea (FMC). No entanto, apesar de um acúmulo significativo das pesquisas nos últimos vinte anos, existe uma grande preocupação dos pesquisadores em relação ao número incipiente de pesquisas que visam investigar como, de fato, a FMC é inserida nos ambientes reais de sala de aula e, como os alunos constroem seus conhecimentos científicos, quando em contato com está área moderna da Física. Dentro desse contexto, esta pesquisa, investigou a sobrevivência do tópico radioatividade em ambientes reais de sala de aula, utilizando como referencial teórico a teoria da Transposição Didática (TD). Para isso, foi elaborado uma Sequência de Ensino-Aprendizagem - SEA, forjada nos moldes da Teaching-Learning Sequences - TLS fruto da Design-Based Research – DBR. A sequência foi implementada em duas turmas de Física do curso técnico de Segurança do Trabalho, de nível médio subsequente, no Instituto Federal de Educação Ciências e Tecnologia da Bahia – IFBA, campus de Ilhéus, entre os meses de maio a julho de 2014. Como resultado dessa investigação, o tópico radioatividade mostrou que tem condições de sobreviver ao sistema didático. Pois atende, satisfatoriamente, a todas as características e regras de sobrevivência da TD para se tornar um saber a ensinar. Sob a perspectiva da utilização da SEA quanto instrumento de transposição didática, sua primeira implementação forneceu dados importantes para avaliar tanto o grau de compreensão dos alunos acerca do tópico radioatividade, quanto para fornecer subsídios teóricos para o processo de avaliação, reestruturação, novas implementações e avaliações, até sua validação como ferramenta teórica e metodológica de pesquisa e ensino. Também foi possível identificar que o percurso teórico para a sua validação pode ser feito pela avaliação “interna” a partir de outras etapas desta pesquisa.